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O Momento ainda é de Cautela

O momento atual em que vivemos ainda é de muitas incertezas e uma boa dose de cautela infelizmente ainda se faz necessária.

Se olharmos o cenário nacional, as indefinições e os riscos são as únicas certezas que visualizamos, começando pelo cenário político. Ainda falta muito para termos uma vaga ideia do que vem pela frente, principalmente quando muitas das propostas de governo dos pré-candidatos se mostram opostas ou ainda estão indefinidas, ainda há muita dúvida sobre a capacidade do candidato eleito, seja ele quem for, de conduzir as medidas necessárias para colocar o país nos trilhos.

Estamos as vésperas de uma das eleições onde as previsões são as mais improváveis, e até esse cenário ser melhor definido, muitas oscilações ainda irão ocorrer. Isso interfere diretamente nos investimentos e existem setores da economia que podem ser mais ou menos impactados de acordo com as intenções de um ou de outro candidato.

Maio foi um mês muito difícil para a atividade econômica, segundo o monitor do PIB (Produto Interno Bruto) da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a economia brasileira perdeu 1,5% em relação a abril e 1,8% na comparação com igual período do ano passado. A greve dos caminhoneiros foi a principal justificativa para essa queda e a indústria de transformação foi a mais afetada nesse processo, interrompendo uma trajetória de crescimento de dez meses consecutivos.

O tombo causado pela greve dos caminhoneiros fez com que analistas financeiros ficassem pessimistas com o resto da economia, porém os números de junho mostraram que já houve uma recuperação.

Saindo do campo das incertezas, a projeção do IBRE/FGV para o PIB de 2018 é de um crescimento de 1,7%, mas o processo eleitoral ainda é um grande risco daqui até o final do ano.

Nem só de más notícias vive o brasileiro, o crédito imobiliário avança, após quatro anos, e é a primeira vez que os empréstimos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), registra crescimento de janeiro a junho em relação ao primeiro semestre do ano anterior, houve um avanço de 19,8% em comparação com 2017.

Matéria publicada na Folha de São Paulo mostra que o financiamento imobiliário com recursos da poupança atingiu R$ 25,2 bi no primeiro semestre. A ABECIP (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), elevou suas projeções de crescimento do crédito com recursos da poupança de 10% para 16% em 2018.

Para a entidade existem linhas de crédito e vontade do sistema financeiro para emprestar, o que está difícil de encontrar são projetos de incorporadoras e o consumidor com desejo consistente de comprar.

O preço dos imóveis no país, ainda segundo a ABECIP sofreu uma queda de 25% desde 2014 (considerando a inflação do período), e apesar da queda refletir o desaquecimento do setor, isso alinhado a maior oferta de crédito poderá ser um fator determinante para o reaquecimento do setor.

Apesar do IIE-Br (Indicador de Incertezas da Economia), calculado pela FGV estar em 116,8 pontos (considerado incerteza elevada), o índice recuou 8,3 pontos entre junho e julho, o que nos mostra uma melhora.

Segundo o INC (Índice Nacional de Confiança), uma pesquisa feita em todas as regiões brasileiras pela Associação Comercial de São Paulo, a confiança do consumidor brasileiro está retomando tendência de alta. O indicador chegou a 77 pontos, o índice varia de 0 a 200, o intervalo até 100 pontos está ainda no campo do pessimismo, acima é de otimismo, apesar de ainda estar na área pessimista o indicador subiu em junho 3 pontos em relação ao mês anterior e 14 pontos em relação ao mesmo período do ano passado, o que indica uma melhora no ânimo do consumidor, e é uma excelente notícia para os investidores.

Apesar do ambiente ainda ser muito incerto, as boas notícias nos mostram que a tendência é de melhora. Estamos na torcida.