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Atividade econômica em queda, momento para investir?

A economia brasileira continuou em ritmo fraco em fevereiro, registrando a maior contração em nove meses, apontam dados do Banco Central, divulgados no Boletim Focus.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) recuou 0,73% em fevereiro na comparação com o mês anterior. É a pior leitura para o indicador desde a queda de 3,1% vista em maio de 2018, quando a greve dos caminhoneiros paralisou a economia. Esse foi o segundo resultado negativo no ano.

Em fevereiro a produção industrial até avançou, mas o setor opera em margem idêntica à de 2009, ou seja, a indústria contabiliza atraso de uma década. O setor foi muito afetado pela crise argentina. Nos dois primeiros meses de 2019, o valor das exportações para o terceiro parceiro comercial do Brasil caiu 42,5%, o Brasil exportou US$ 1,4 bilhão em bens manufaturados para o país vizinho, contra US$ 2,48 bilhões no mesmo período do ano passado.

O varejo permaneceu estável graças ao Carnaval, mas o volume de serviços recuou 0,4%.

O índice de inadimplência das famílias na cidade de São Paulo chegou a 20,1% em março. Esta é a marca mais alta desde outubro de 2018, quanto atingiu 20,6%. Esse levantamento foi feito pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomércioSP) e também registrou aumento do endividamento na capital. A proporção de famílias endividadas em março subiu para 55,1%, ante 53,6% em fevereiro.

A boa notícia é que na comparação com fevereiro de 2018, o IBC-Br apresentou crescimento de 2,49% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,21%.

O cenário de incertezas está levando os economistas a revisarem as projeções para o crescimento do PIB de 2019.

O Itaú revisou para baixo a previsão de crescimento de 2019 de 2% para 1,3%, confirmando a tendência iniciada no começo do ano, que transformou o piso das projeções dos economistas para o PIB em teto.

O economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, em entrevista a Folha de São Paulo diz que o PIB mais fraco abre espaço para que o Banco Central promova novos cortes nos juros, ação condicionada, porém, à reforma da Previdência. A aprovação da proposta que possivelmente ficará para o segundo semestre acaba interferindo nas decisões de investimento por parte dos empresários, e das famílias na aquisição de compra de itens mais caros.

O Boletim Focus também passou a projetar inflação acima de 4%. Agora, os analistas ouvidos pelo Banco Central preveem IPCA em 4,06%, contra 3,9% registrado anteriormente. O índice permanece abaixo do centro da meta que é de 4,25% para 2019.

Apesar do compasso de espera, há quem diga que o momento é de investir no Brasil, Breno Paiva diretor-geral da Ambev, diz que O momento de investir e de acreditar no Brasil é agora. Quem investir agora não só fará um benefício importante para o país, mas para as suas empresas.