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Economia sofreu interrupção, mas Banco Central vê retomada adiante

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reiterou que o processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas que o cenário básico do BC contempla sua retomada adiante.

Essa hipótese se sustenta, entre outros fatores, no crescimento da confiança empresarial [...] na tendência gradual de recuperação do investimento, conforme indicam dados do IBGE, no patamar estimulativo da política monetária e na recuperação observada no mercado de crédito, afirmou ele, em discurso no Seminário de Metas de Inflação do BC, no Rio de Janeiro.

Campos Neto voltou a citar que os indicadores recentes sugerem probabilidade relevante de que a economia brasileira tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre deste ano em comparação com os três meses anteriores, como o BC já havia indicado na ata de sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Em sua fala, Campos Neto também reforçou que o balanço de riscos para a inflação do BC mostra-se simétrico apesar da piora recente na economia.

As mensagens têm sido utilizadas pelo BC para sinalizar que, a despeito da inflação comportada e da falta de ímpeto da atividade econômica, não vê condições, no momento, para um eventual corte nos juros. Em suas últimas comunicações, a autoridade monetária também tem ressaltado a importância das reformas na economia, sugerindo que deve aguardar a tramitação da reforma da Previdência – considerada crucial para o reequilíbrio fiscal – para consolidar sua avaliação do quadro brasileiro.

Campos Neto voltou a apontar a necessidade de avanços fiscais para que a economia melhore e cresça com mais vigor.

Nosso desafio atual é conduzir a política monetária em um ambiente onde a retomada da atividade econômica mostra sinais momentâneos de arrefecimento e onde o equacionamento da estabilidade fiscal depende da continuidade das reformas, disse ele, afirmando que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa.

Tenho certeza que o arcabouço de metas para a inflação, mais uma vez, nos permitirá enfrentar esses desafios, e que, diante de um quadro de continuidade das reformas e ajustes, manteremos a inflação baixa e estável e haverá impactos positivos para a redução da taxa de juros estrutural, viabilizando um processo de recuperação sustentável da economia.

O presidente do BC repetiu que a avaliação do comportamento da atividade pelo BC demanda tempo e não será concluída no curto prazo, afirmando que o grau de estímulo depende em particular da capacidade ociosa na economia, do balanço de riscos e das projeções de inflação.

Campos Neto ainda defendeu a autonomia formal do BC, afirmando que assim a autoridade monetária estaria melhor equipada para gerir o regime de metas para a inflação. A aprovação de projeto de lei sobre o tema também proporcionaria uma redução de incertezas econômicas e dos prêmios de risco, acrescentou.

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana, indicou que a sistemática do regime de metas de inflação poderá ser aperfeiçoada para convergência para uma meta que seja considerada como a de longo prazo, ante modelo atual de metas para anos-calendário.

Na abertura do Seminário de Metas de Inflação do BC, ele também reforçou a necessidade de reformas na economia para consolidação de um quadro de estabilidade macroeconômica no país.

Fonte: Folha Online